[Irony of Fate] Capítulo 2

Perdão a demora, mas segundo capítulo postado. Boa leitura a todos!

Oh! Não… É ele. – A surpresa a dominou deixando sua face surpresa, e a boca em um pequeno O. Com sorte, não teria passado mais que alguns segundos até que o bom senso retornasse a si – Prazer, Emi. – Falou mantendo a voz controlada e paralisada onde estava, deixando a surpresa esvair-se aos poucos para então bater o desespero.

– Diogo, o prazer é meu. – Piscou lhe, ao ver dos outros um simples gesto. Ao ver de ambos, sabiam que era algo a mais. Depois disso Peter tomou novamente a palavra.

– Então uma salva de palmas da família Big Think! – Emi bateu as palmas levemente sem nem mesmo fazer barulho, e quando o aglomerado de funcionários foram para cumprimentar Diogo, ela aproveitou para escapulir para sua sala, em estado de surpresa.

– Ele tinha mesmo que vir justo para cá? Eu que sou tão cuidadosa em sempre estar com desconhecidos… Tudo bem, Emi. Respira, e aja naturalmente, como se nada tivesse acontecido. Aqui é o seu local de trabalho… – Falava consigo própria por fim respirando profundamente com os olhos fechados.

– É… Tá ocupada é?

Não, não, não! Você aqui agora não… – Desesperava-se mentalmente ao reconhecer a voz, mas abrindo os olhos e sorrindo pequeno. – Não, fique a vontade.

– É! – Ele sorriu acomodando-se em uma das duas poltronas de frente para ela do outro lado da mesa. – Então, eu soube que você é a encarregada do projeto 6612 – Ele a olhou sugestivo, para então continuar – Pois então, eu sou o segundo designer designado para a produção. E queria saber como anda o projeto.

– Mas como? – Ela começou

– Como? – Incentivou Diogo

– Como você veio parar aqui?

– É… De carro. – Respondeu como se fosse óbvio.

– Você sabe do que eu to falando. – Ela olhou-o meio irritada – Tudo bem. Esse é o meu local de trabalho – Ela suspirou fechando os olhos rapidamente e abrindo os de novo. – Pois bem, o projeto… Tudo o que tem que saber está aqui. – Falou procurando os arquivos no computador e então virando a tela para mostrar-lhe os detalhes, e dando explicações enquanto mostrava o que já tinham – Falta poucos detalhes, logo poderemos montar tudo e ver o resultado

– Hm… – Ele observava com um sorriso de canto, e quando a mesma percebeu olhou o invocada.

– O que foi?

– To aproveitando suas novas expressões. Sabe? É bem diferente das de ontem a noite, no entanto, ainda assim belas. – Cortejou ele.

– Olha! Isso aqui é um local de trabalho, será que, por favor, poderia se conter? – Perguntou com a expressão fechada. Realmente odiava encontrar seus amantes de uma noite, novamente depois. Tudo deveria acabar ali mesmo, na noite, sem depois, exatamente para evitar constrangimentos. Estava preocupada em lançar sua carreira a um auto patamar, relacionamentos só atrapalhariam além de nunca terem sido seu forte.

Estava longe de sua cidade e gostava disso, do modo como era solitário seu aconchegante apartamento, e quando sentia saudade, visitava sua família. E quando se sentia sozinha, visitava a noite nova-iorquina. Era simples.

– Tudo bem, não precisa estressar. Local de trabalho. Entendi. Então, será que quer sair comigo depois do expediente?

– Será que poderia fingir que ontem não aconteceu? – Ela devolveu com outra pergunta.

– Será que mesmo assim podemos repetir? – Ele não desistiu, mas vendo sua expressão fechar-se suspirou sorrindo sacana enquanto levantava as mãos em sinal de rendição. – Tudo bem! Eu posso recomeçar…

Levantou-se da cadeira abrindo a porta para sair e vendo um apressado casal entrar com alguns papéis em mãos. Segurou a porta até os mesmos entrarem e saiu, ainda observando o movimento dentro da sala pelo vidro que se encontrava com as persianas levantadas. Sorriu, ele a queria novamente e a teria.

Não vira Diogo o resto do expediente, e isso a aliviava. Saíra apressada alcançando seu carro na garagem da empresa rapidamente, não queria ter o azar de topar com ele.

E agora encontrava-se de frente para uma de suas melhores amigas, Donna.

Donna era alta, com cabelos longos e negros sempre em penteados interessantes. De bem com a vida, estava noiva de Carl, um jovem executivo pelo qual tinha profunda paixão, formavam, a vista de todos, um casal perfeito. Era por vezes a consciência de Emi.

 Ambas estavam sentadas em um simpático barzinho, um cantor qualquer tocava melodias em um violão, alternando entre músicas rápidas e calmas. O lugar não encontrava-se muito cheio, e alheia aos presentes, Emi bebericava seu vinho enquanto uma impaciente Donna olhava esperando-a começar o relato.

– Então Emi, me conta logo o que aconteceu.  – Donna levou a taça de vinho aos lábios sorvendo o delicioso líquido.

 – Então, sabe… Estava me sentindo sozinha ontem. Você sabe como sou. – Começou incerta. Donna já sabia que a amiga vivia a aventurar se a procura de carinho em braços de desconhecidos, para no dia seguinte, por vezes, nem saber o nome.

 – Ontem não foi diferente, encontrei um verdadeiro deus grego, e a noite foi… Uma verdadeira perdição – Emi suspirou recordando-se para então continuar – E de manhã como sempre, fui embora antes dele acordar. Só tem um problema…

– Já era de se esperar. E qual o problema? A camisinha furou?

 – Não, não! Nada deu errado. O problema é que eu encontrei ele hoje de novo. E o pior, no meu trabalho… Ele… – Pausou repensando no dia que se findava – Ele vai trabalhar comigo. – Suspirou abaixando a cabeça na mesa desiludida – E agora? Como faço pra fugir dele?

– Já pensou em dessa vez não fugir? – Donna colocou a mão no ombro da amiga com um pequeno sorriso que logo contradisse o que ela perguntava.

 – O que? Nem pensar. Tenho uma carreira para elevar, e não quero nem gosto de relacionamentos.

 – Eu disse a ele que aquele era meu local de trabalho e não queria envolvimentos ali, mas não sei se ele vai seguir isso. E eu já comentei que ele é uma perdição? – Ela perguntou se perdendo em pensamentos libidinosos – Mas não vai passar de uma noite. – Afirmou categórica – Humph! Preciso de mais uma taça de vinho – Pediu ao garçom que passou por si.

– Você já disse sim que ele é uma perdição. E olha, já está na hora de parar com essa vida de aventuras. Quem sabe esse “deus grego” não seja um cara legal?

 – Esse deus grego é só mais um, e tenho certeza que ele nem lembraria de mim se eu não tivesse tido o azar dele acabar justo trabalhando comigo. Bem, agradeço por ter me atendido, estava precisando falar com alguém. – Falou alcançando a nova taça de vinho que havia acabado de chegar à mesa.

– Que nada, amigas são para isso. – Donna parou observando a face de Emi avermelhar-se a medida que o vinho escorria por sua garganta, por fim pousando a taça vazia na mesa. – Bem, agora você tem que resolver com o cara, conversar e dizer que foi só uma noite. Antes que ele pense em algo mais sério.

 – O que duvido muito que ele vai pensar. Acho que ele também é só um libertino, mas quer repetir a dose porque é conveniente. Agora vou me indo, não dormi nada ontem a noite, se é que me entende – Emi falou rindo

– Te entendo sim – A outra respondeu também aos risos.

 Jogaram mais algum tempo de conversa fora, até Carl, o noivo de Donna, aparecer para buscá-la e elas se despedirem. Emi novamente restabelecia a confiança traçando metas mentais para se afastar de Diogo, ou como sua mente traidora insistia em intitular:

Perdição! 

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