[Irony of Fate] Capítulo 3

Olá gente! Resolvi postar assim de última hora… Precisava me distrair com algo! Ah! Vou fazer Enem amanhã, me desejem sorte, ta? *-*

E eu lhes desejo uma boa leitura 😉

Um novo dia se iniciava na bela Nova York, e o sol nascente iluminava o céu azul em um espetáculo unicamente natural. O mundo começava a movimentar-se, metrôs cheios, crianças indo para as escolas, alguns caminhando, outros mendigos pedindo, e claro! Outros perdendo a hora.

– Droga! Será que ao menos uma vez a hora não podia me esperar? – Emi corria calçando os sapatos, dando uma última passada de mão pela calça jeans apertada e ajeitando a gola da camisa branca. Alcançou a bolsa nude jogada no sofá trancando a porta em seguida com a chave que estava no bolso e correndo para o elevador em busca da chave do carro no buraco negro qual chamava de bolsa.

Felizmente, o trânsito não encontrava se em seu habitual estado caótico, o que facilitou a viagem. Chegou à Big Think poucos minutos atrasada, e ainda dentro do elevador o celular tocou. Não parou para ver quem era, apenas atendeu apressada.

– Alô?

– Oi amor, estamos querendo saber se já está a caminho. – A voz do outro lado era suavemente debochada, e enquanto ela ainda tentava entender aquele cumprimento intimo vindo de um homem, a porta do elevador se abriu revelando Diogo a sua frente com o celular no ouvido. – Deixa pra lá, não é?

Ele afirmou desencostando da parede e a tirando do elevador que já iria fechar-se novamente enquanto ela o encarava pasma.

– Como?

– Como? – Ele incentivou – Parece que eu já vi essa cena antes – Comentou Diogo divertido.

– Como conseguiu meu celular? – Ela finalizou.

– Ah! Eu li sua ficha. – Ele falou despreocupado enquanto a encaminhava até sua sala sem que ela percebesse. Foi só quando notou a face meio contorcida de Meg, uma das funcionárias mais novas a olhando de modo aterrorizante, que se tocou na pressão exercida em sua cintura.

– Será que poderia tirar a mão daí? – Perguntou Emi meio irritada.

– Mas por que, flor? Está tão confortável. E você não estava reclamando até agora.

– Isso aqui é um local de trabalho – Ela afirmou irritada.

– E eu estou te levando até sua sala.

– Eu sei o caminho – Falou tirando abruptamente a mão do mesmo dali e acelerando os passos, não demorando a adentrar sua sala, onde os outros membros da equipe encontravam-se envolta da mesa de planejamento com vários itens espalhados por esta. – Bom dia!

Os cumprimentos foram seguidos de entusiasmo de todos que logo a mostravam o novo designer do projeto. Ainda não terminado, mas ali estava começando a despontar o algo mais qual tanto procurava.

– Nossa! Está realmente ótimo. – Ela exclamou espalhando tudo um ao lado do outro na mesa para então observá-los melhor. – Parabéns.

– Na verdade quem merece os créditos é o Diogo, ele trouxe metade dessas ideias prontas hoje, nós apenas ajudamos com alguns detalhes. – Max, um jovem loiro simpático, o estagiário da equipe admitiu sorrindo.

– Que isso amigo! – Diogo bateu no ombro do rapaz – Esse é um trabalho de todos nós.

– É… Parabéns! – Emi viu tudo com um sorriso miúdo, ele com certeza a surpreendera com aquele projeto, estava quase terminado. – Bem, sendo assim, quem sabe consigamos terminar mais cedo? – Animou-se ela – Vou pegar um café, volto logo.

Era a segunda vez que enchia a xícara, estava contando mentalmente para poder voltar à sala, e a primeira dose de cafeína já corria por sua veia a deixando elétrica. Foi quando sentiu novamente o conhecido cheiro amadeirado que concluiu, aquilo só podia ser castigo. Logo a já esperada voz despertou lhe arrepios.

O que é isso, Emi? Se controle. – Ralhou consigo própria.

– Então, ganhei pontos extras com o projeto? – Ele perguntou encostando-se à parede ao seu lado.

– Pontos extras? – Ela mostrou-se desinformada.

– Sim, pra você aceitar sair comigo. – Ele afirmou fazendo a rir.

– Olha Diogo, acho que devo te explicar algumas coisas – Ela sorriu abandonando a xícara na mesinha do café e juntando as mãos compreensiva como se estivesse se preparando para ensinar uma lição a uma criança. Olhou o nos olhos, tão profundos, e rapidamente desviou.

Acho que não devia ter feito isso. Se eu soubesse que encontraria com você novamente, eu realmente nunca teria dormido com você. Entendeu? Eu não quero compromisso, isso só me atrapalharia. Além do mais você já está começando a ficar impertinente com esses assuntos em meu local de trabalho – Ela suspirou finalizando cansada, enquanto ele a olhava sorrindo.

– Olha queridinha, eu devo admitir que não pensei que esse era seu estilo de vida. Mas em algo concordamos, eu também não quero compromisso. Mas não vejo por que não repetir a dose.

– Eu… – Emi olhava-o incerta, podia sentir as maças do rosto a corar-se, odiava isso. Então como ela também suspeitara ele não queria compromisso. Melhor. Então por que sentira-se tão exposta e baixa quando percebeu também ser um mero brinquedo. – Bem, então estamos entendidos.

Concluiu ela meio incerta.

– Ótimo, então jantamos hoje após o expediente. Vamos direto ou te pego na sua casa? – Ele perguntou sorrindo.

– O quê?

– Você disse que estávamos entendidos, então também não faz mal repetir a dose, não é? – Ela tentava negar, mas ele apenas lhe deu um selinho rápido a pegando de surpresa e saiu finalizando. – Te espero na saída.

separador21

guia

anteriorpróximo

Anúncios

Um pensamento sobre “[Irony of Fate] Capítulo 3

  1. Pingback: [Irony of Fate] Capítulo 4 | Café Meio Amargo

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s