[Irony of Fate] Capítulo 10

Sentiu um leve beijo no pescoço e uma mão grande a lhe acariciar a cintura, ora circular e simples, ora com leves apertos. Estava cansada e por um momento suspeitou ser um sonho.

Um ótimo sonho depois daquela frustração, né? Diogo você me paga! – Ela suspirou franzindo o cenho automaticamente – Espera… DIOGO! – Ela gritou mentalmente se levantando com brusquidão, e no seguinte segundo uma voz rouca e manhosa a fez olhar para o lado.

– Sonhando comigo, amor? – Diogo olhava-a sorrindo descaradamente deliciado, e levou algum tempo para que reparasse no estado de suas roupas, ou melhor, na falta delas. Devaneou por alguns segundos recordando-se brevemente do desfecho dos acontecimentos da madrugada.

Após Diogo ter adormecido a deixando frustrada, Emi esperneou em tentativas vãs de tirá-lo de cima de si e jogá-lo no chão, estapeou-o, mas o resultado foi apenas ele se acomodar melhor agarrando-se mais à ela como um confortável travesseiro. Lembrava-se de ter tampado os olhos em um gemido indignado, e depois…

Depois eu devo ter apagado… DIOGO MALDITO!

– Heim? – Ele perguntou com os olhos arregalados à revolta dela.

– Como você pôde ter feito aquilo? – Ela se virou para o mesmo o estapeando, mas suas fortes agressões só o faziam rir.

– Calma pequena, calma… – Ela escorregou caindo em cima dele, e Diogo aproveitou a deixa para dominar e ficar sobre a mesma, cabelos desgrenhados, lábios avermelhados, a face ainda com ar sonolento, e completamente nua. – Linda! – Ele lhe deu um selinho descendo os beijos por seu pescoço e parando no vale dos seios da mesma, ambas as mãos dela presas em cima da própria cabeça por uma dele, enquanto a outra ele firmava no colchão.

– Diogo… – Ela chamou com a voz mansa.

– Oi? – Ele atendeu não se desgrudando do que fazia.

– Você tem três segundos pra me soltar.

– Mas por que? Está tão bom aqui…

– 3…

– Ah Emi, não faz assim…

– 2…

Diogo a calou com um beijo luxurioso, e apesar das sensações que insistiam se concentrar no baixo-ventre, não impediu Emi de resmungar um “1” abafado pelos lábios dele, ela tentou empurrá-lo mais uma vez, mas sem conseguir, sorriu internamente e lhe deu uma joelhada em sua parte anatômica mais sensível o fazendo cair sofrido sobre si e rolando para o lado.

– Agora se não se importa, eu vou tomar um banho – Ela parou no guarda-roupa rapidamente pegando uma muda de roupa qualquer e rumando para o banheiro, completamente nua. Fato importante para Diogo se esse não estivesse pensando se seus possíveis futuros filhos estariam bem.

Já havia se passado algum tempo que ela se encontrava embaixo no banheiro, deixando a água banhá-la enquanto tentava se livrar das lembranças da noite passada, mas percebeu ser impossível ao ouvi-lo a bater na porta do cômodo.

– Emi! Por que você é tão má?

– Vai embora, Diogo.

– Mas o que foi que eu fiz, linda?

– Argh… Você só – Ele ouviu o destrancar da porta e Emi com a face irritadiça surgir enumerando os fatos nos dedos enquanto o encarava furiosa – Me acordou de madrugada, bêbado, me fez cuidar de você só pra depois me agarrar e quando eu estava quase lá, você simplesmente… DORMIU! – Ela deu-lhe um empurrão enquanto o grito escapou. Rumou para o andar inferior ainda com a face avermelhada e nervosa. – E agora vai embora!

– Então é isso? Te deixei frustrada ontem, Emi? – Ele perguntou provocativo enquanto a seguia. Ela procurava petiscos para o café em um alto armário se esticando nas pontas dos pés – Deixa que eu pego… – E antes que ela pudesse contestar, sentiu seu corpo ser pressionado no mármore frio da pia, e os braços dele a rodearem-na para pegar um pacote de bolachas. – Era isso o que queria, não é?

Ele perguntou sugestivo não saindo da posição enquanto mantinha a mulher pressionada em si, relando seu membro no bumbum da mesma enquanto ela o sentia a começar a se animar. Diogo mantinha a respiração perto de seu ouvido provocando-lhe arrepios, ou era ela mesma que estava a ficar com a respiração acelerada.

Diogo beijou-lhe a nuca calidamente.

A campainha tocou.

Emi respirou fundo aliviada.

Empurrou o homem para longe de si saindo apressada em direção à porta.

– Oh, Ethan! – E bastou Diogo ouvir aquele nome que instantaneamente fechou a cara, colocou seu sorrisinho mais desprezível e também marchou para a porta parando atrás de Emi, que nesse momento estava abraçada à Ethan em um cumprimento mudo. Diogo sabia que ela estava sorrindo, e seu sangue fervilhou inconscientemente.

– Bom dia. – O timbre rouco e levemente irritado presente em sua voz fez o casal ser soltar do abraço, Diogo sorriu cínico abraçando Emi por trás e descansando o rosto sobre o ombro dela de modo que ficou frente a frente com Ethan – Algum problema?

– Não, nenhum! E um bom dia. – Ethan respondeu descontraído sorrindo – Só vim fazer um convite à Emi, e claro Diogo, também está convidado. Então, almoçam comigo?

Emi como em um estalo respondeu por ele.

– Na verdade eles estava de saída, não é mesmo Diogo?

– Que isso amor? Não tenho nada hoje não. – Ele respondeu com um sorriso largo dando lhe um indiscreto apertão na cintura como em uma carícia. – Te encontramos lá Ethan, tudo bem?

– Que nada, pode esperar aqui! Me arrumo rápido – Ela saiu da porta fazendo Diogo soltá-la e dando espaço para que Ethan entrasse e se acomodasse – Fique a vontade.

Emi subiu acompanhada de Diogo, que parecia não se desgrudar, e ela aproveitou a deixa para puxá-lo para o banheiro inquirindo.

– Por que está fazendo isso? – Seus olhos transpareciam uma leve súplica.

– Isso o quê? – Ele se fez de desentendido se encostando à pia e cruzando os braços.

– Pelos céus Diogo! Ele é meu amigo. Será que pode me deixar em paz?

– Ele não é só seu amigo. – Ele suspirou incomodado desviando o olhar para o chão, mas ao percebê-la em silêncio voltou a encará-la. – Vocês têm história, vejo pelos seus olhares.

– E? – Emi deu de ombros.

– Então é verdade?

– Diogo… – Emi respirou fundo, ele com certeza havia deixado-a perdida. Uma pergunta repentina escapou lhe dos lábios. – O que nós temos?

– Como assim? – Ele perguntou sustentando seu olhar pensativo.

– Sabe, como ontem… – Ela sentiu as bochechas esquentarem levemente e um pequeno riso escapando do fundo da garganta do homem ao seu lado, o que a fez ralhar consigo própria. – Bela hora pra se envergonhar não é, Emi? Até parece uma colegial. Esqueça!

Ela tentou passar por ele mas Diogo atravessou o braço em sua frente a impedindo.

– Um caso, é isso o que nós temos. – Ele falou calmamente lhe dando um selinho, mas quando olhou em seus olhos pôde perceber certa decepção.

– Vou me trocar. – Ela falou passando por baixo do braço de Diogo afim de evitar qualquer outro contato, parou a porta apenas para finalizar a conversa – Só uma coisa…

– O quê? – Ele perguntou.

– Não se envolva mais na minha vida pessoal – E bateu a porta por fim deixando-o pensativo parado no mesmo local, olhando para antes estavam os olhos dela, de Emi, aqueles olhos…

Decepcionados…

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