[Irony of Fate] Capítulo 13

Ela suspirou sentindo a língua dele tomar passagem por entre seus lábios sem esperar consentimento, bastou Diogo senti-la passar os braços por seu pescoço abraçando-o para que se virasse se encostando à parede mais confortavelmente a mantendo presa em seus braços.

Suas mãos escorregaram pelas costas dela parando no bumbum, o frio e leve tecido do vestido de nada a poupava das sensações constantes, acariciou a nuca dele arranhando o local de leve ao passo em que ele tentava encontrar uma abertura em seu vestido.

Os beijos cada vez mais calorosos.

– Será que não podia ter vindo com um vestido curto?

– O quê? – Emi perguntou imersa nas sensações deixando-se guiar por ele passivamente.

– Achei! – Ele mordeu seus lábios enquanto sua mão adentrou o vestido dela pela abertura das costas. Diogo desceu sua mão lentamente pelo bumbum da mulher até alcançar sua intimidade com a ponta dos dedos, fez um contido movimento por sobre a calcinha e em seguida apertou o local de leve.

– Oh Diogo! Não…

– Não o que? – Ele atravessou a outra mão em suas costas conseguindo rodeá-la com seu corpo em um abraço apertado, dedilhou o início da curva do seio lhe provocando um calafrio na espinha e uma cócegas gostosa, ao mesmo tempo em que ela escorregou ambas as mãos do pescoço de Diogo parando em seu peitoral sem forças para empurrá-lo, e tinha que admitir, sem nem sequer a mínima vontade.

– Pára…

– Por que, linda?

– Porque eu não quero. – Ela encontrou forças para responder mas ele apenas riu roucamente acariciando sua intimidade com um pouco mais de força por sobre o leve tecido fazendo a gemer involuntariamente.

– Não quer? … Você está gostando.

Ele afirmou categórico a deixando sem palavras por algum tempo, acelerou os dedos esfregando-os com um claro objetivo.

– Preciso voltar – ele ouviu a murmurar.

– Não, não precisa. – Diogo apertou a mais contra si, ao lembrar-se de para onde ela iria voltar, para quem. Ele não deixaria. Deixou os lábios meio entreabertos e um pouco frios pelo ar da noite relar no pescoço dela, cheirando o local, apreciando. Diogo empurrou a calcinha para o lado acelerando os movimentos em sua intimidade sentindo a estremecer cada vez mais. Tão linda. Tão sexy. Tão gostosa.

Se ao menos ela pudesse ver a própria expressão, na verdade ele também gostaria já que ela agora abafava o som de seus gemidos em sua camisa, pressionando os lábios ali em uma respiração próxima à um ofego.

– Isso, geme pra mim Emi… – o ar quente das palavras colado à sua orelha, um arrepio, um gemido mais incontidamente alto, e o corpo mole. A sensação conhecida de êxtase, de um modo único que só sentia com ele. Diogo apertou a mais contra si encaixando sua cabeça na curvatura do pescoço dela, permanecendo ali por um tempo a acariciando de leve. – Linda… – ela suspirou – Sabia que adoro sua bunda?

Ele falou sacana dando um apertão no local e arrancando um pequeno riso dela.

– Percebi quando você ficou mais tempo acariciando ela do que me beijando. – Ela falou com falsa raiva, e ele riu em seu pescoço provocando lhe um arrepio. Ficaram algum tempo em silêncio abraçados ali, ela puxando os cabelos dele levemente, cantarolando uma música qualquer. – Diogo… Preciso voltar.

– Por quê? Ele está te esperando?

– Sim, deve estar preocupado. – Ela respondeu simples.

– Então vai Emi, o casal número dois ali já deve ter acabado. – Ele falou se referindo ao casal que mais cedo os fizeram se embrenhar no corredor. Um certo tom irritadiço escapou em sua voz. Emi suspirou. Era imprensão sua ou Diogo estava com ciúmes?

Ela segurou o rosto dele entre as mãos e sufocando um sorriso perguntou.

– Está com ciúmes?

Os olhos dele se arregalaram.

Afinal o que ela estava pensando? Que era importante ou especial? – Sim, ela era – Sua mente lhe gritava. Podia jurar que o coração havia acelerado algumas batidas, mas Diogo concentrou-se em se manter inexpressivo, segurou as mãos dela as tirando de sua face. Ela não era importante, não podia – Não deviaAlém do que ainda tem aquele “amigo” andando por aí com ela para baixo e para cima, e se ela pensa que vai me passar para trás está muito enganada.

Seu traidor, seu próprio orgulho. Ela com certeza conseguia atingi-lo mas ele era dono de si.

Emi esperava impaciente até ele resolver se pronunciar.

– Enlouqueceu Emi? – Seu tom de voz amargo despertou uma revolta no estômago da mulher, como se houvesse acabado de levar uma bofetada, estava sem reação e seus olhos pareciam levemente úmidos e por um momento sua consciência pesou, mas Diogo continuou, aquilo acabaria ali, já havia ido longe demais – Melhor isso acabar aqui, querida. – Ele a observou por algum tempo deixando a frase pesar, a face baixa da mulher como em nenhum momento antes havia visto, sempre tão altiva, viva. Suspirou cansado e depositou um beijo nos cabelos dela e pôs-se a caminhar. – Ela estará melhor com Ethan – ele tentava se convencer. Estaria melhor sem ele.

Sim, estaria. Se não fosse ele que ela havia aprendido amar.

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