[Irony of Fate] Capítulo 5

Bem, resolvi postar todos os capítulos já postados em outros sites de uma vez só. A quem visitar, uma ótima leitura 😉

O atual endereço ficava exatamente na: 7 Carmine Street
– New York, a fachada era antiga, e uma placa dizia tudo o que eles precisavam saber sobre o lugar.

Joe’s Pizza – Since 1975

Ela esperava pacientemente ele voltar zanzando pelas estações de rádio, até parar onde uma música conhecida tocava, Blue Jeans – Lana Del Rey.

(…)

I will love you ‘till the end of time

I would wait a milion years

Promise you’ll remember that you’re mine

Baby can you see through the tears

Love you more than those bitches before

Say you’ll remember

Oh baby, say you’ll remember

I will love you ‘till the end of time

(…)

 

Enquanto cantava junto à música no rádio, uma fina garoa começava a cair lá fora. Suavemente. Adorava aquela música, a voz da cantora e a entonação da melodia eram perfeitas. Assustou-se quando a porta do carro abriu, e Diogo sentou-se ao seu lado confortavelmente com duas pizzas em mãos e a entregou.

Calabresa e Quatro Queijos, como a madame pediu.

 Ela assentiu abrindo um pouco a caixa sentindo o cheiro.

– No capricho. – Ela falou fazendo o sorrir ao vê-la tão espontânea.

– Agora, pra minha ou pra sua casa?

– Hm… Pode ser na minha, preciso de um banho. – Emi olhou o meio receosa, mas logo balançou a cabeça espantando os pensamentos que insistiam em perambular por sua mente. Estaria em casa, segura. – Além do mais sempre tem a opção de colocá-lo pra fora a pontapés. – Suspirou pensativa.

(…)

Oh baby, say you’ll remember

I will love you ‘till the end of time.

A música se findava, quando ele soltou o comentário:

– A propósito, bela voz!

– É bem aqui, chegamos.

O loft era encantador logo à primeira vista, dominado por cores claras, na cobertura de um simpático prédio com fachada creme e pichada, assim que adentrava o local, a sala exibia uma TV de 42’ na parede dividindo o espaço com um sofá de canto branco com almofadas vermelhas bem à frente do mesmo, uma mesinha de centro de madeira finalizava o charme do local. Ao lado, uma cozinha, aparentemente não muito usada, tinha uma pia de mármore em conjunto com um balcão e o fogão. A geladeira azul retrô deixava claro o estilo vintage, que era confirmado por diversos discos de vinil grafitados, pendurados na parede de frente para a mesa de madeira de quatro cadeiras e tampo de vidro, bem atrás do sofá. Uma escada dava acesso aos níveis superiores, onde provavelmente ficava o quarto, e bem embaixo dessa escada uma portinha aberta, indicava que ali era um pequeno lavabo.

– Encantador! – Diogo se pronunciou observando todo o local, enquanto carregava as pizzas consigo.

– Obrigada. – Emi sorriu tirando as caixas da mão dele e colocando-as sobre a mesa. – Fique à vontade, vou me trocar. O controle da TV está jogado no sofá. Hm… já volto, sim?

Ele assentiu indo para o sofá e acomodando-se. Não reparara antes, mas a luz da lua banhava todo lugar, as janelas gigantes de vidro, que mal dava espaço para a parede daquele lado, eram espaçadas tanto do chão como do teto por volta de 50 centímetros, e realmente davam um espetáculo incrível. Pesadas cortinas vermelhas estavam amarradas a um canto, e pelo jeito, a um bom tempo não eram usadas.

Distraiu-se olhando a privilegiada visão do céu noturno, retornando a seus pensamentos apenas ao sentir uma delicada mão em seu ombro chamando-lhe atenção.

– Diogo? Podemos comer agora?

Ele tinha que admitir que ao vê-la vestindo apenas uma regata branca, aparentemente sem lingerie e aquele pequeno short largo de moletom cinza que apenas servia para ressaltar seus dotes traseiros, seguida de uma frase como “Podemos comer agora?” com certeza não havia encaminhado seus pensamentos por um rumo muito descente.

Oras! Pra que tanta imaginação? Você já comeu mesmo. – Digladiava em pensamentos consigo próprio.

– Diogo?

– Oi?

– Pizza? – Só quando Emi chamou o novamente, com a caixa em mãos, que ele conseguiu voltar à realidade.

– Oh! Claro. Agora Senhor, me diga por que raios eu tinha que inventar essa história de bom amigo justo com ela? Sinceramente as lembranças não tão me ajudando muito. Aquela bunda cabe tão perfeitamente em minhas mãos…

Ele a ajudava a trazer os copos, refrigerante e suco para a mesinha de centro automaticamente, enquanto ela falava algo qual ele não prestava atenção concentrado apenas no andar da jovem à sua frente. Voltando-se apenas quando a TV foi ligada.

– Então, algum filme em mente? Não tenho muitos aqui, mas a maioria é de ação e aventura.

– Ação e aventura? – Ele perguntou descrente.

– É meu gênero favorito – Ela respondeu de forma simples continuando com um pequeno sorriso nos lábios – Vai dizer que prefere romance?

– O quê? Claro que não. Coloque o seu preferido então, pequena. Vejamos qual o seu estilo. – Ele afirmou jogando o casaco em cima da mesa atrás do sofá e logo se esparramando neste.

– Tsc… Tente me acompanhar então. – Ela provocou arrancando uma sonora gargalhada debochada dele. O filme não demorou a começar e Emi sentou-se ao lado dele no sofá com as pernas para cima do sofá em posição de lótus. Duas fatias de pizza em um prato, e um copo de refrigerante nas mãos. Diogo a observava devorando o alimento prazerosamente, fato que não passou despercebido por ela. – Hey… Sirva-se

Ela acenou para a mesa quando ao mesmo tempo em que o trailer acabava e finalmente o filme se iniciava o deixando mais uma vez surpreso.

– Sherlock Holmes?

– Vai dizer que não gosta? – Ela suspirou entediada.

– Claro que gosto. Mas eu sinceramente estava esperando algo do tipo Titanic.

– Muito chato. – Ela respondeu simples enquanto partia para a segunda fatia.

O filme já partia para o clímax do final, as caixas de pizza quase vazias, os copos sujos na mesinha, um Diogo descalço esparramado no canto do sofá, enquanto Emi um pouco afastada bocejava de cinco em cinco minutos. Não que o filme fosse ruim, mas ambos estavam cansados e ainda teriam que trabalhar no dia seguinte, e o relógio já marcava 01hr05 da manhã. E qual fora a surpresa ao perceber um forte barulho lá fora.

A fina garoa de mais cedo, que aparentava que iria passar brevemente, agora era uma chuva forte o suficiente para molhar as ruas da bela Nova York completamente em poucos minutos.

Era só o que faltava! – Diogo resmungou olhando para o lado, e percebeu que a mesma ressonava suavemente, havia pegado no sono. Ele sorriu vendo a tão serena, e a puxou em seguida acomodando-se melhor no sofá meio deitado com ela por sobre si. – Vamos apenas terminar o filme.

O leve carinho feito na cintura da mesma, a relaxou fazendo-a apenas se acomodar melhor. Não demorou para que o corpo cansado dele também se rendesse ao sono.

Cinco minutos depois, os créditos finais do filme se mostravam na tela.

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