[Irony of Fate] Capítulo 15

Engraçado que o fim ficou menor que os outros capítulos >_<

Mas convenhamos, eles só precisavam de uma boa conversa 😉

A todos que leram, meu muito obrigado! E já aviso que ainda vai ter um epílogo, portanto não se desapeguem tão fácil desse casalsinho sacana e louco :3

Seus batimentos dispararam e a mente enevoou, Emi não havia encontrado voz para respondê-lo, e isso causou uma pontada de irritação no homem.

– Ia viajar e não ia me contar, Emi? – Ela olhou-o assustada, nunca havia o visto tão fora de si, afinal não fora ele mesmo quem havia dito que eles não tinham mais nada? Aliás, que nunca tiveram – Responde caramba! Para onde ia? – Ele exigiu saber e ela soltou a resposta automática.

– Para o casamento.

– Casamento? – Ele perguntou pensativo para então sorrir sem humor – Com Ethan, não é? – Ela assentiu alheia ao sentido que ele havia dado às suas palavras.

Sentiu-se pequena e feliz por ele estar ali. Era tudo tão confuso, tentou caminhar para dentro da casa em busca de apoio, mas mal deu três passos e ouviu a porta bater e seu corpo ser jogado no sofá em seguida, tão rápido que a paralisou, Emi sentiu-se deitada no espaçoso sofá com Diogo por sobre si.

– O que raios está fazendo Diogo? – Ela tentou manter o controle, mas sua voz não passara de um sussurro calado pelo olhar dele.

– Emi, eu te quero pra mim. – Ele confessou afogando-se no cabelo dela esparramado pelo pescoço, suaves carícias surgindo e crescendo, as mãos passaram a deslizar inquietas relembrando-os um do corpo do outro, e as lembranças junto às sensações apenas os levou até o momento em que as roupas se tornaram um impasse e ele arrancou as peças, o caos de peças de roupas faziam uma trilha até o quarto no segundo andar, onde ele a deitou sem pressa, não precisou muito para que se vissem entregues à luxúria, mas também havia paixão entre os olhares e toques que tomavam proporção pouco a pouco.

Eram amantes em sincronia, e em especial naquele momento, a brutalidade de Diogo, só fez Emi implorar por mais, sem saber exatamente pelo quê, torturando o homem enquanto se contorcia embaixo de seu corpo.

– Você é minha Emi, de mais ninguém. – Ele lhe sussurrou a trazendo para sua hipnotizante nuvem de prazer.

– Só sua… – Ela prometeu assentindo enquanto ele a penetrou profundamente.

Os gemidos acompanhavam o ritmo das estocadas, ora rápidas quase os levando à loucura, ora lentas em uma tortura gostosa enquanto procuravam o êxtase sublime.

E quando chegou, foi tão arrebatador que ele se demorou em retirar-se dela.

Diogo deitou a cabeça sobre o peito de Emi enquanto ela lhe acariciava os cabelos puxando hora ou outra, estava levemente ofegantes e o silêncio pairou entre os dois. Emi sem saber o que pensar, esperou ele falar algo impacientemente, não sabia o que pensar e impulsionada ela pronunciou seu nome suavemente, sentiu ele lhe rodear a cintura de modo desajeitado apertando-se contra seu corpo como em um pedido mudo de uma espera. Demorou um pouco até que ele finalmente falasse:

– Emi, não se case com Ethan.

– O quê? – Ela perguntou descrente que havia escutado direito.

– Por favor… – O apelo dele fez um riso escapar-lhe da garganta, e logo todo seu corpo reverberava em uma sonora gargalhada – Isso não é engraçado Emi.

– É sim – Ela falou enxugando uma lágrima no canto dos olhos devido ao riso. – Eu não vou me casar Diogo.

Ele levantou a cabeça com os olhos arregalados.

– Mas como assim?

– Oras! Eu ia para o casamento dele. Sou a madrinha, foi isso o que ele veio fazer aqui. – Ele continuava parado a fitando – Se pudesse ver sua cara agora – Ela ainda ria.

– Tsc! – Ele repousou o rosto sobre a barriga dela de modo desajeitado meio sem jeito, e ela puxou seu rosto lhe dando um beijo casto.

– Achou mesmo que eu trairia assim tão facilmente?

– Não sei, não pensei muito. Só me deixei levar pelo…

– Ciúmes? – Ela perguntou com uma pontada de satisfação.

– Hey! Não fique assim sorrindo com essa carinha sexy para mim. – Ela voltou a sorrir mordendo os lábios enquanto ele depositou um beijo estralado em sua bochecha – É que vocês pareciam tão íntimos, tão a vontade.

– Você estava certo antes, realmente temos uma história – Ele ia interrompê-la, mas Emi tampou sua boca com as mãos – Mas isso ficou no passado, agora somos apenas amigos – Os olhos dele ainda se encontravam inquietos – Pelos céus, Diogo! Eu sou a madrinha de casamento dele e estou aqui com você. Além do mais alguém resolveu me marcar como propriedade privada e eu acabei gostando da história

Ela falou em um clima descontraído.

– Desculpe-me? – Ele pediu acariciando-lhe a face e ela assentiu – Sabe que nem eu sabia que era tão possessivo assim? – Ele deslizou a ponta do nariz pelo pescoço dela rindo suavemente, a trazendo aos poucos de volta para o clima de luxúria. – E sabe que não me enjôo de ouvir você gemer meu nome?

Ele mordeu seus lábios enquanto ela sorria extasiada, se entregaram e em algum momento se perderam em olhares e se declararam.

Eu te amo… – Em alto e bom som ou pensamentos compartilhados, não sabiam ao certo, só tinham certeza do sentimento. Amavam-se e aquilo mudaria suas vidas, mas nada mais importava se estivessem juntos.

Agradeceriam ao destino, as ironias impostas.

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