Fragmentos

Sabe, uma vez me perguntaram como minhas poesias surgem. Não lembro quem, nem quando, apenas lembro-me de responder: é apenas uma brincadeira com as palavras.

Então, esse post aleatório, é apenas porque preciso escrever, mas não sei o que escrever, então vou deixar uma vez as palavras brincarem comigo.

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Poesia realmente sempre foi pra mim uma forma de brincadeira, porém surgiu de forma nada sutil. Assim como há muito tempo não dá pra se entender o que é o conforto de um dia sem problemas, nenhum, apenas um dia de sol ou de chuva, em um dia como outro qualquer todos os problemas, – não comigo, mas com a família! Problemas pessoais ou de saúde, até financeiros. Ou melhor, família é uma reunião que luta um pelo bem estar do outro, não? Então um problema meu  – não me recordo da minha idade, só me lembro que não podia chorar ou minha mãe ouviria, e tudo estava simplesmente me sufocando, assim surgiu minha primeira poesia.

Esquecida em alguma gaveta, ou caderno antigo, só me lembro que eram sobre lágrimas silenciosas.

E tudo se iniciou aí. Uma brincadeira para aliviar-se, uma droga que descobri pelos anos à frente ser simplesmente viciante…

Muitas sobre amores passados, – eu sei que tenho apenas 18 anos, mas quem nunca se decepcionou com um amor, ou algo apenas grande o suficiente que te faça pensar em um futuro – decepções com o presente, sonhos para o futuro, e sobre uma paixão pela liberdade que simplesmente sempre me consumiu.

Algumas em defesa de algo que não vejo ser real na atualidade, que me faziam me sentir uma velha no corpo de uma jovem, porque simplesmente não entendia a sociedade atual. Ganância por descobrir o mundo, uma coragem medrosa de seguir em frente, e o simples caminho com duas estradas, e a vontade de permanecer a observar simplesmente.

Queria entender, o que me trouxe ao mundo, já que aos meus pais amor já não mais cabia quando cheguei a esse mundo. Eles apenas tinham algo em comum, eu! E era por mim que se viam obrigados a ver quem eles diziam odiar.

Então me joguei levemente no conformismo, com o coração inquieto quanto à minhas próprias atitudes, deixando ele – o coração – comandar apenas as mãos que escreviam aquelas palavras quando não mais aguentava ver a vida passar.

Cantei, chorei, dancei, amei, me diverti, emocionei, vivi, porém agora já não sei mais como continuar com essa farsa, e o que me acalma é apenas a solidão de dias frios acompanhada de livros…

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Aos que leram até aqui, agradeço! São apenas fragmentos do que a muito me pertuba, mas agora voltarei à atuação da rotina.

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