Perdidos

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E então em uma noite de luar

Descobri que já não posso mais me enganar

Que a inocência já não me é mais permitida

Que os sonhos não podem ter nenhuma fantasia

E o colorido é apenas preto e branco

Com camadas de um chumbo cinza

 

E não adiantava fugir para a selva

Pois seu chão era feito de cacos e pedra

O céu de esperanças esmigalhadas

E a fé se partiu em fragmentos de lembranças

Que jamais seriam novamente alcançadas

E aquele sorriso gatuno era apenas o que restava

 

Os pés descalços teriam que se armar

De botas de ferro para passar pelas brasas

As unhas virariam garras e nos olhos

Apenas a voracidade de uma fera

Estaria estampada na face agora ferina

Não é permitido se deixar levar pela ventania

 

O sopro antes delicado seria dolorido

Uma pequena apresentação do futuro distinto

E multiplicando as desventuras

É a única forma possível de satisfação

A pequena criança teria que adormecer

Em um sono eterno para a sobrevivência

 

Naquele mundo cão e imprevisível

Onde para se encontrar você tem que se perder

Apenas feche os olhos para os sonhos

Adormeça as esperanças do Éden

Pois o paraíso não foi concedido ao mundo

Em que o homem adormeceu sua inocência

 

Suas crenças infantis de um mundo melhor

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2 pensamentos sobre “Perdidos

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