Falling

Olá!

Post quentinho saído do forno. À entendimentos, gostaria de explicar que o pequeno texto a seguir, nada mais é, do que um trecho de uma história que não existe.

Por vezes costumo ter esses devaneios, cenas perfeitas que me vêem a mente e preciso descrevê-las. Porém, por falta de uma história completa acabo deixando a vagar por aí sem expor aqui ou em qualquer outro lugar.

O trecho a seguir é “semelhante” à Entardecer, o post anterior, porém é fantasia, enquanto Entardecer foi realmente meus devaneios enquanto via exatamente aquela imagem ao vivo e a cores. A diferença é que aqui, estou personificando uma criatura alada, enquanto lá era apenas, Eu!

E como não vão entender, vou por uma pré-explicação abaixo, só pra espairecer o que está acontecendo.

separador21

Imagine…

Que o universo está em um estado apocalíptico, onde há guerra entre o bem e o mal, e os soldados celestes – anjos – impunham armas para defender a paz e a liberdade. 

E todo esse caos está chegando ao fim, e se é um dos últimos soldados que sobreviveram, um anjo guerreiro, mas apesar de saber que enfim foram abençoados com a vitória, a existência chegou ao fim. E tudo o que mais se quer é voltar à liberdade dos céus e planar junto às estrelas…

Flying_Woman_by_sologfx

E quando tudo acabou ela só podia sentir suas forças a se esvair aos poucos, sabia que apesar de tudo não veria para viver a paz que a batalha trouxe, e sufocada por aquele ser sua última lembrança ela alçou voo, sem se importar se cairia no meio da trajetória, ignorando qualquer racionalidade que ainda estava presente.

Sentiu o vento a pegar desprevenidamente em um sopro frio, causando um arrepio momentâneo, e quando conseguiu sobrepor à toda a destruição lá embaixo sentiu algo quente escorrer por sua face a fazendo levar a mão ao local. Esperava que em seu último momento, quem sabe, conseguisse chorar, mas seu corpo não a traiu, e como a tempos se negava a deixar as emoções a dominarem a tal ponto, não sabia se o sangue que escorria de seus olhos poderiam ser considerado como lágrimas.

Refreou um soluço e a garganta doeu, uma vontade compulsiva de gritar lhe subiu, mas o som não veio, aliás, nada veio. Só a sensação de não conseguir se manter mais planando àquela altura, sua força havia se esgotado enfim.

E ao invés de ver o chão se aproximando, ela se deixou cair de costas, em seu último vislumbre dos céus.

Sorrindo em um adeus mudo às estrelas.

 

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