Rotina

Bom dia! Pra começar o dia, um pensamento distinto 😉

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Depois de inúmeras pessoas, – amigos de anos, ou simplesmente uma dona de casa sentada em um banco de hospital aguardando à uma consulta que puxou conversa do nada – uma questão perturbante, enfim foi respondida.

Por que as pessoas se deixam submeter-se à situações desconfortáveis impostas por outros?

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Somos todos livres, era meu primeiro pensamento. Se sente explorado pelo chefe, por que não larga o emprego? O marido a humilha e é abusivo? Você pode viver sem ele, superar, mostrar que você pode continuar vivendo, e ainda melhor com tranquilidade.

Dificuldades? Sempre se tem, mas não é melhor o risco do que a aflição?

E claro, tudo parecia tão simples. Não, não vou começar a contar uma história triste agora, que aconteceu algo comigo, e agora estou do lado desses sofredores que se mantém ao lado do pesadelo. Realmente minha personalidade não consegue deixar as coisas passarem tão facilmente, não me importo que as coisas mudem, que radicalizem, desde que eu possa manter-me em uma rotina agradável – sem gritos, discussões, e com permissão pra me perder em devaneios como esse agora.

Claro que sei que isso não vai durar para sempre, e não dura mesmo. Volta e meia algo atrapalha meus pensamentos de extravasarem, mas aí é que está, radicalizo o quanto for preciso nas decisões, pra conseguir me manter assim devaneada, e é algo inconsciente, algo qual costumam chamar de impulsividade.

Então, indo contra todas as regras de uma boa redação, entranhadas em minha mente pela sábia professora do ensino médio, aqui está em primeira pessoa, e sem muitas regras mais, apenas o pensamento escrito.

Em resumo, descobri a palavra chave: Rotina.

Segundo o dicionário: Hábito de fazer uma coisa sempre do mesmo modo, mecanicamente; repetição monótona das mesmas coisas; apego ao uso geral, sem interesse pelo progresso.

Acredito que, apesar de ainda achar simplesmente insano se deixar submeter a algum tipo de aflição, sem necessidade – necessidade do tipo, foi vendido como escravo. Realmente não há muito o que fazer – as pessoas simplesmente se acostumam aquela coisa, mesmo que seja nocivo, elas simplesmente se perdem se não tem aquilo. Usando o exemplo anterior, uma pessoa vendida como escrava, mas que tem como rotina a liberdade, – mesmo que apenas em pensamento –  vai lutar até não ter mais forças pra voltar pro seu ponto de calmaria, ao mesmo modo que outros podem aceitar a condição como normal.

O caso é que estranhamente, algumas pessoas parecem não saber o que fazer sem os dramas absurdos, sempre, inconscientemente, à procura de algo mais pelo que reclamar, chorar, espernear ou apenas sentir-se mal. Assim como outros simplesmente se irritam a toda situação do tipo, e tentam resolver o mais rápido possível.

Não é que apreciem, é simplesmente sua rotina.

Se as coisas melhorarem automaticamente, a outra parte tomar uma decisão, pode ser que goste muito mais. Mas em si, você não consegue tomar essa decisão, é um suposto medo pela quebra dessa rotina. Irracional, confuso, mas incontrolável.

E do mesmo modo que não gosto de limitações, mas aprecio a calmaria, a aventura de jogar um aviãozinho de papel de volta pra uma criança que brinca na rua, ou escrever essas palavras tão devaneadas.

Não que isso permaneça para sempre, as pessoas mudam a todo tempo, – seja naturalmente ou por choque – pra melhor ou pra pior, em suma, esse poderia ser um assunto bem controverso, com opiniões variadas, – do tipo “Você enlouqueceu de vez”, ou “Sabe que você tem razão?” – independente, pense e reflita. Aventura ou calmaria.

Como está a rotina da sua alma?

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E por aqui me despeço, amados leitores! Beijos meio amargo, e até a próxima 😉

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