Irritante e Dissimulada

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Seu sorriso era dissimulado, como se vivesse para provocar. Provocava a si mesma a ponto de irritar e ela parecia não querer nada mais do que se perder em meio as ritmadas batidas que escutava. Mas é que sua mente era uma consciência gritante, e ela só queria dizer para que ela se calasse, então como uma adorável criança pirracenta em seus tênis sujos de lama, ela aumentou o som de seus fones e dançou, pulando, como se mais dez mil pessoas lotassem a rua ao seu lado. E pela calçada vazia, sobre a suave garoa, ela dançou embalada pela melodia para que sua mente se calasse em êxtase.

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