Insanidades

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Corre chuva pelo vidro lá fora, escorre até perder-se em poças. Molha o chão, lava, e se esvai.

Amanhã quando o sol nascer, não será nada mais do que lembranças de raios e trovões que fazem tremer os mais covardes.

Mas seu vento selvagem que se embrenha pelos vãos, uiva em procissão, acolhe-me tão protetor que medo é apenas um conto para conter a impiedosa paixão pela aventura.

Tem pensamentos que me rondam, me instigam ao pior – inatingível – o pior.

E são tão confortáveis como canção de ninar.

Tão errôneos que me envergonham pensar.

Tão terríveis que se fazem belos ao aceitar.

É que o espírito é vingativo, mas o corpo se controla e deixa-se remoer em insanidades, se perder em meio à tempestade.

Na face apenas um riso provocativo que brinca, no papel parte da alma que escapa.

Sorrateira e furiosa. Liberta-se sombria.

Das palavras que brincam na perturbada mente, gentileza é um mito.

Os mais verdadeiros sorrisos são vermelhos, banhados em suor da batalha que habita os sonhos.

A cada passo em que a delicadeza domina, são armadilhas cruéis a quem atrever-se a ponte atravessar.

Mas venha e alegre-me.

Deixe-me fazê-lo sangrar, gritar, implorar por um resquício de humanidade.

Porque meus olhos mentirosos enganam a quem acha ver perdão. São dois poços de rancor, sedentos por rasgar sua carne, e deixar à podridão.

Mas venha querido, olhe em meus olhos, se distraia com meu sorriso, enquanto lhe empurro em um abismo.

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