Batom Vermelho

Estava a andar por aí – outra cidade, outros cantos – quando fui bombardeada com uma poesia. Caderno à mão e lápis, e deliciem-se com essa pequena fantasia.

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E há quem diga que detalhes se desfazem, apenas pequenos prazeres de um olhar rápido

À esses que tão pouco significa nada, ainda não presenciaram o poder de um batom vermelho

Maquia-se como uma menina

E avermelha os lábios como uma mulher

E ela veste-se após debater-se em desgosto que no guarda-roupa lotado não há nada que lhe ressalte a beleza

Corre com os pés no chão frio e sobe nos saltos como se fosse seu pedestal

A cada volta um olhar

A cada retoque um suspiro

E esse ritual sempre tão dedicado – em pequenos detalhes, como se o encanto ainda fosse primário – libera o perfume da flor do coração

Porque quando pinta os lábios, a menina se torna mulher

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