EUphoria

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Imagem retirada do site DeviantArt, artista Peony Pepper http://peonypepper.deviantart.com/art/Euphoria-II-194060354

E quando desistiu se fez fogo por dias, e as noites os clarões não deixaram acontecer

Perdeu o riso desconfortável – aquele forçado que confortava – se desapegou dos limites

Despiu-se em vazio cheio de brasas, onde pássaros perdiam as asas e as flores ao pó voltavam

Queimou tudo, de pele a ossos, de pesadelos a esperanças, da vida a memória

Corria um burburinho de fim, que tudo lamentasse, porque riria ao ver acabar

Era quente aquele braço de fumaça em que se deixava consumir – ruir, desabar. Bailar

Rodopio de chamas que enfrentavam a monotonia, como não queria o que viria

E quando se fez grande – engrandeceu? – achou que explodiria! Sim, gostaria

 Mas choveu e tudo se apagou – acalmou, extinguiu, nunca mais se viu

Nem do fogo as brasas, nem aquela despida alma despudorada

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