[LIVROS] Colecionando Sentimentos

Faz uns 84 anos que não escrevo um review, mas esse é deveras necessário… Prometido…

ATRASADO!

E por demais merecido!

Colecionando Sentimentos é o primeiro livro de uma escritora Pirapetinguense – para os desavisados, são os nascidos em Pirapetinga, vulgo minha cidade – da editora Autografia.

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A começar pelo título que descreveu perfeitamente do que se trata o livro, uma reunião de poesias escritas ao longo do tempo e de uma sinceridade poética e simples com uma riqueza de palavras impressionante.

Ao bom leitor de poesia, se prepare para embarcar em um misto de sentimentos palpáveis e reais independente da idade, há uma clara percepção do dia-a-dia, de rotina nas palavras com a qual tenho certeza que muitos irão se identificar.

Fica claro ao ler o livro todo, que aliás, oferece uma leitura rápida, o tempo que passa, os sentimentos que mudam ou permanecem, as confusões, afetos e desafetos, facilita com clareza conhecer o autor em suas palavras.

Uma das poesias que mais me chamou atenção foi Iletrado, com o claro contato com a realidade de muitos, confiram abaixo.

Hoje me defrontei com olhos curiosos.
No início da minha fala, a atenção era tamanha
Que parecia carregar conhecimentos valiosos.
Até então, certo comportamento apresentava uma façanha.
O levantar desconsertado
Questionou uma possibilidade.
A vontade era de ser ajudado.
Para não desperdiçar uma oportunidade,
O moçoilo iletrado não sabia como pedir.
Mesmo assim, sua coragem surgiu
A fim de a tarefa desejada, cumprir.
E de um olhar acanhado,
novo olhar se abriu.
Uma onda de tranquilidade nasceu
Sobre um homem que, não cansado de lutar,
Convicto, me respondeu:
“Não sei escrever… Só trabalhar.”

Pauliene Granja, estou esperando o volume 2, moça! Rs’

Vou deixar as informações retiradas diretamente do site da Editora abaixo, assim como os devidos links.

Informações

  • Páginas: 72
  • Ano de publicação: 2017

Descrição
Este livro vai te levar a uma viagem interior, talvez a viagem mais comprida, caro leitor. Falando de suas vivências cotidianas, Pauliene escreveu algumas destas em poesias, partilhando com você um pouco de suas experiências. Fala de forma direta e indireta das dificuldades, às vezes noites maldormidas para atingir seu objetivo, mas também expõe a alegria pelos sucessos alcançados. Pauliene, nascida em família humilde na pequena cidade de Santana, em Pirapetinga (MG), concluiu alguns cursos como os de técnico em Piano, pelo CBM (RJ) e de Psicologia em Itaperuna (RJ). Desde a sua infância, canta em coral de uma igreja católica, em casamentos e diversos eventos culturais, conversando com as pessoas através de maravilhosas canções apresentadas. Como pai, estive e estou presente em praticamente todos os momentos de sua vida, ora aplaudindo seus atos ora lhe chamando atenção, mas buscando enxergar o mundo como ela enxerga e também lhe apresentando o meu. É nesta troca de pontos de vista que percebemos que somos tão iguais quanto diferentes e que “colecionar sentimentos” é uma dádiva de todos para crescer, se potencializar e que precisamos assumir. Enfim, fico muito feliz em fazer parte com ela, nesta obra. Que o leitor possa fazer dela bom proveito e se enriquecer espiritualmente.

Links
Sobre a autora Pauliene
Livro Físico

Embarquem nessa rápida jornada em meio ao seu cotidiano, queridos leitores.

Beijos meio amargo 😉

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Return

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Já fazia uma quinzena, um semestre ou talvez mais
Que abandonei as palavras, não as queria jamais
Foi um afastar gatuno, em escassez se apresentaram
Tirando aquele sussurro que a seu ouvido foi recitado

Sequer percebeu que ao mundo meu silêncio foi creditado
E num bailar mudo, as palavras mais uma vez voltaram
Para se libertar revoltosas ao gigante céu noturno 
Vindas do abismo profundo onde inquietas descansaram

A valsa voltou a rodar com o piano que só eu posso ouvir
E como mais ao mundo poderia gritar que as palavras queriam sair?

Juventude, por Desencantado Poeta

Oi, Listando :3

  • Sim, “Juventude, por Desencantado Poeta” é tudo título, quem escreveu foi eu mesma;
  • Poesia surgiu de uma conversa, e curtinha!
  • Só isso mesmo, boa leitura ;P

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Nunca houve, nem há de haver
O florescer dos vinte a quem conta
Tão vazio por estar cheio de tudo

Dos arrependimentos passados
Desejo de voltar e repará-los
Não cometê-los – guiar-se

Em desconcertante frustração
Mal pode conter a impiedosa paixão
De ao mundo berrar a verdade

Dance with me, baby

Oi! videozinho pra já deixar no clima 😉

Então, ando ouvindo muito esse tipo de música, daí acabei escrevendo ouvindo essa aí! Não é minha melhor poesia, mas, boa leitura 😉

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Vamos manter o ritmo, meu bem
É um passo, depois dois mais três
Não há o que cavar mais profundo
O lance é uma volta de cada vez

O compasso vai começar de mansinho
Assim leve como quem não quer nada
Mãos a postos e os pés se movem
Se concentre na voz melodiosa

A uma distância entre nós, sorria
É assim que mantemos a conexão
A gente fala, mas há mais o que se escutar
Se concentre no compasso da canção

É um passo, depois dois mais três
A volta final é quando nossos olhos se encontrarem
Então dance comigo, meu bem

“Amor e outras drogas”

  • Existia uma descrição enorme aqui, mas quando editei a categoria o post sumiu como um passe de mágica! Valeu?
  • Título entre aspas por haver um filme com o mesmo nome;
  • Então boa leitura, porque a inspiração de seja lá o que tinha escrito, já se foi!

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imagem retirada do google

Senta, toma um café
Mas não se demore, volte amanhã quem sabe

Entenda querido, não é uma desistência
Mas é que já não posso mais cair em devaneios
O tempo que nos era por agora já se foi
Aquela ponta solta é porque não nos magoamos o suficiente

Entenda o receio – a tormenta – meu desespero
Porque depois de outros, restou pouco pra me reinventar
As memórias das esperanças enterradas que sorriem
E o futuro que nada revela, por isso conta um passo de cada vez

E sim, é tudo na primeira pessoa do singular
Porque meu eu sempre vai se perguntar os “e se”
E eu sempre vou sorrir por saber que não te quebrei
Que sempre vai questionar tudo como sempre
E sempre, e pra sempre, será minha melhor incerteza

Não se culpe Amor, você sempre foi meu melhor sentimento
E sempre o guardarei com carinho cultivando-o
Quem sabe um dia sejamos fortes o suficiente
E poderemos discutir sobre nosso tempo então

Por enquanto alimento apenas palavras
Perdidas por um mensageiro dos ventos
Passa amanhã quem sabe
Talvez as palavras estejam inclinadas a sentimentos

Catching smoke

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E tinha essa mania doida de passar as mãos nas fumaças

Do café quente de manhã cedinho, ou o feijão ali quentão no almoço

Trazia-as ao rosto e aspirava com um sorriso satisfeito

Deleitava-se deixando a cabeça pender para trás

Rodava pelas curvas que se desdobravam no ar de um incenso qualquer

Como se pudesse bailar nos redemoinhos intocáveis em levianos pensamentos

Serenos e infantis eram esses seus rituais de pegar fumaça

O Vendedor de Almas

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imagem do clipe Lost in the echo, da banda Linkin Park

,,

Foi em um tempo em que as horas não eram mais contadas e poucas vidas restavam

A esperança era um luxo vendido por um homem com uma mala

Ele trazia pedaços de papel que retratavam momentos de pessoas

Dizia ser um vendedor de almas

,,

Sempre onde o desespero e a saudade habitavam, lá longe o jovem homem surgia

Com passos certos e abafados, e olhos vazios que vagavam

Não contava os lugares que havia passado, sequer reparava

Apenas chegava e colocava sua mala ao chão e os esperançosos se arrastavam

,,

Rostos perdidos sedentos por esperança que avançavam nas imagens

Sabiam o que perderiam, conheciam o preço, aceitavam a verdade

Então olhavam, lamentavam e se despediam, e apenas dois papéis então restavam

E assim o vendedor de almas os recolhia sem vê-los e seguia

,,

Até aquele dia ou noite, o tempo já não mais importava

A jovem perdera alguém, mas na vida não se conformara

Quando soube assim de tal milagre estava disposta a perder-se

Mas os olhos do vendedor pela primeira vez encheram-se

,,

Ficou cheio de amor, e da saudade vindoura, tanto que negou lhe a mercadoria

E na estrada surgiu uma amiga, uma mulher, mas descobriria que nunca uma amante

Era noite fria – gelada, pássaros a muito não cantavam, os pés dela foram silenciosos

E quando acordou só papéis restavam

,,

Aos gritos não pôde aguentar, seus olhos eram cheios dela, era demais para suportar

Ele olhou então, ela sorria, e o vendedor de almas assim se rendia

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Inspirado no clipe Lost in the echo – Linkin Park.

Sim, no clipe, porque não procurei a letra! ;P

É isso, beijos meio amargo! E até a próxima :*